O PROGRESSO QUE PASSA: DOIS ESTADOS, O MESMO PROGRESSO
Enquanto o desenvolvimento avança por cidades do Centro-Oeste como Rondonópolis, Sonora e outras cidades da região, a população de Ouro Branco do Sul começa a fazer uma pergunta cada vez mais difícil de ignorar:
Quando será a nossa vez? Quando Ouro Branco do Sul vai se desenvolver?
De um lado, Rondonópolis, em Mato Grosso, vive um período de grandes investimentos em infraestrutura.
Em 2026, Município e Governo do Estado anunciaram um pacote de aproximadamente R$ 385,9 milhões em obras. Entre os investimentos estão pavimentação, viadutos, duplicação do Anel Viário, pontes, habitação e educação.
Um dos destaques é a duplicação de aproximadamente 10 quilômetros do Anel Viário, além da construção de novos viadutos em pontos estratégicos da cidade.
Do outro lado da divisa, Sonora, em Mato Grosso do Sul, também vem recebendo investimentos.
Durante as comemorações dos 38 anos do município, foram anunciados e entregues investimentos que chegam a quase R$ 34 milhões, envolvendo pavimentação, habitação e outras obras de infraestrutura.
Sonora também avança na área de saneamento, com a previsão de chegar a aproximadamente 90% de cobertura em 2026.
Duas cidades. Dois estados. E um cenário semelhante: cidades que estão buscando acompanhar o crescimento econômico da região com obras e infraestrutura.
O agronegócio produz. A rodovia transporta. As empresas investem. As cidades crescem.
Esse é o ciclo que movimenta grande parte do Centro-Oeste.
E Ouro Branco do Sul está exatamente dentro desse corredor.
Mas, enquanto cidades próximas avançam, a realidade de Ouro Branco do Sul parece ser outra.
O distrito praticamente mantém o mesmo tamanho há cerca de 20 anos.
Pouco crescimento urbano, pouca expansão e uma sensação de estagnação que já faz parte do cotidiano de muitos moradores.
E aí surge outra pergunta:
Por que algumas cidades conseguem transformar o crescimento econômico em desenvolvimento urbano, enquanto Ouro Branco do Sul continua praticamente no mesmo lugar?
E o dinheiro?
O município de Itiquira está entre os municípios de grande arrecadação de Mato Grosso, impulsionado principalmente pela força do agronegócio e pelas atividades econômicas existentes em seu território.
Há estimativas e dados públicos que apontam para uma arrecadação anual na casa das centenas de milhões de reais.
Mas uma questão permanece para a população de Ouro Branco do Sul:
Quanto desse dinheiro retorna para o distrito em forma de obras, infraestrutura e desenvolvimento?
Essa é uma pergunta legítima.
Porque Ouro Branco do Sul também produz.
Também gera arrecadação.
Também movimenta a economia.
Também está às margens de uma das principais rodovias do país.
E mesmo assim, quando olhamos para cidades como Sonora e Rondonópolis, a diferença no ritmo de desenvolvimento chama atenção.
Sonora cresce.
Rondonópolis cresce.
E Ouro Branco do Sul?
Por que não consegue acompanhar esse desenvolvimento?
Talvez essa seja a principal pergunta que a população precisa fazer.
Não se trata apenas de querer uma obra ou outra.
Trata-se de entender por que, depois de tantos anos, Ouro Branco do Sul continua praticamente com o mesmo tamanho, enquanto outras cidades da mesma região estão planejando e construindo o futuro.